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Dia Internacional das Mulheres: uma fronteira a superar

Fabiane Mesquita


Fonte: Ilustración del informe "Tirar del hilo": Historias de mujeres migradas supervivientes de violencia machista. tirardehilo.info


“Ser mulher sempre foi uma tarefa heroica; ser mulher e imigrante, mais ainda”. Oriana Jara, 2014.


Dados estimam que aproximadamente, 736 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade já experimentaram alguma vez na vida, algum tipo de violência física ou sexual perpetrada pelo marido, ou violência sexual cometida por algum conhecido. Lembrando que “o lugar mais perigoso para mulher é dentro de casa”, já que mais da metade das mulheres assassinadas foram assinadas pelo ex-companheiro ou familiares dentro de casa, segundo estudo da ONU MULHERES. Estes dados não incluem a importunação sexual, entretanto estudos apontam que aproximadamente 70% das mulheres já sofreram algum tipo de abuso

Como sabemos, a prevalência contra as mulheres e meninas têm inúmeras faces e subjetividades marcadas pela dor, tais como depressão, transtornos de ansiedade, gravidez não planejada, dentre outros problemas de saúde que acompanham as vítimas durante toda a vida, ou seja, é só uma ponta do iceberg imenso. Dados da Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) enfatizam que à violência afeta negativamente a saúde física, mental, sexual e reprodutiva das mulheres.


Quando falamos de violência contra as mulheres e meninas, temos uma fronteira por superar, especialmente quando se trata de violência contra a população feminina migrante, devido a tripla vulnerabilidade, por ser mulher, migrante e trabalhadora. Sem falarmos das práticas xenófobas e misóginas, muitas vezes marcadas pelos estereótipos sexistas que limitam o exercício dos direitos humanos, sociais e políticos em condições de igualdade nos países de destino.


Por essa razão, neste 8 de Março, a Rede Sem Fronteiras reforça a importância de avançarmos no combate às desigualdades e violências de gênero por meio de ações concretas pautadas pelo respeito à diversidade e à interculturalidade, considerando o que Oriana Jara, em seu texto “Ser Mujer e Inmigrante” afirma: “somos diferentes, inclusive aquelas de uma mesma procedência e cultura. Variamos na forma de ver, sentir e pensar nossos universos”. ¹


Nesse sentido, convida a todas, todos e todes a aderir na luta em prol da igualdade de direitos, oportunidades de participação na vida política, econômica e pública.


¹ O Que É Ser Imigrante – colaboração de Oriana Jara. Publicado em 28 de fevereiro de 2014 por Migra Mundo.

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